As últimas horas do Galo José

 

Às cinco horas da matina

O Galo José afinou o gogó

Para entoar um sol sustenido

 

Às onze horas do almoço

Alongou as afiadas esporas

Para disputar a pipoca de cada dia

 

Às quatro horas da tarde

Desfilou pelo terreno da Carijó

Para mostrar quem era o “bom de bico”

 

Às sete horas do jantar

Tomou um rápido banho de lua

Para ir ciscar nos braços de Morfeu

 

À meia-noite dos lobisomens

Buscou um galho mais seguro

Para não virar despacho de encruzilhada

 

Às cinco horas da matina

O Galo José não afinou o gogó

Mas as últimas horas valeram à pena

 

 

Autor: Eriol

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